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<title>Feijões e Favas</title>
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<description>Inclui documentos de diversos formatos sobre o cultivo de Feijões e Favas</description>
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<title>Caderno pró-Semiárido: sementes crioulas: resiliência produtiva e adaptação às mudanças climáticas</title>
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<description>Caderno pró-Semiárido: sementes crioulas: resiliência produtiva e adaptação às mudanças climáticas
Moraes, Victor Leonam Aguiar de; Lima, Paola Hernandez Cortez
Só após a última glaciação, por volta de dez mil anos a.C., que as alterações do clima foram dando maior espaço para o&#13;
desenvolvimento da agricultura. O fim da última era glacial transformou as condições climáticas em seus mais variados&#13;
aspectos. A diminuição das temperaturas provocou a formação de um clima temperado, como também surgiram regiões&#13;
áridas e desérticas. Essas mudanças criaram condições para que homens e animais se dispersassem por regiões diversas&#13;
em busca de água e vegetação. Dessa forma, quando da chegada do Neolítico, os grupos humanos existentes já acumulavam um variado leque de saberes apreendidos graças à sua habilidade de raciocínio. Ao longo do tempo, já sabiam&#13;
distinguir quais tipos de fonte de alimento eram próprias para o seu consumo. Foi nesse cenário que uma profunda&#13;
transformação passou a se desenvolver no cotidiano do homem pré-histórico. A observância da própria natureza permitiu que as primeiras técnicas de cultivo agrícola fossem pioneiramente desenvolvidas. Com isso, a garantia de alimento&#13;
se tornava cada vez mais acessível e a constante necessidade de deslocamento se tornou cada vez menor.&#13;
As condições trazidas pelo Neolítico são essencialmente constituídas pela criação de animais, cerâmica e agricultura.&#13;
A agricultura, por sua vez, se coloca como alternativa às novas condições climáticas e ambientais, mediante o aprimoramento de um processo já conhecido, o que permitiu a formação de aglomerados humanos, reunidos na luta pela&#13;
sobrevivência no planeta em momentos bem distintos. Obviamente a influência da agricultura na mudança desses&#13;
aglomerados humanos variou com as condições edafoclimáticas de cada local, como o clima, o relevo, a litologia, a&#13;
temperatura, umidade do ar, radiação, tipo de solo, vento, composição atmosférica e a precipitação pluvial. Cada um&#13;
desses elementos interfere de forma isolada nos processos biológicos de plantas, animais e microrganismos que vivem&#13;
em um bioma, porém maior influência é percebida quando dois ou mais desses elementos agem de forma conjunta,&#13;
resultando em condições climáticas complexas ou mesmo divergentes das mais comumente encontradas. Essa biodiversidade formada mediante um processo evolutivo constante é apropriada em cada local pela agricultura constituindo&#13;
a agrobiodiversidade.&#13;
Ao longo da história até os dias atuais, a luta da agricultura familiar camponesa, portanto, pode ser vista com uma luta&#13;
por autonomia, uma luta que ocorre dentro de cada propriedade individualmente, mas que também envolve comunidades rurais e movimentos sociais do campo. Não obstante, partir do início da revolução verde foram constituídas forças&#13;
que passaram a determinar não só o que se produz, mas quanto, onde, como, quem e para quem se vai produzir. Isso&#13;
mostra que há uma luta entre diferentes forças. As sementes de cultivares comerciais ao longo das últimas décadas vem&#13;
levando a um crescente estreitamento da base genética das plantas cultivadas contribuinte de um processo em curso&#13;
denominado de erosão genética. Um bom exemplo é a emergência do setor privado, como ator preponderante na pesquisa, e a dominância do mercado agrícola e tecnológico por um conglomerado de corporações que, combinado com o&#13;
monopólio de patentes, passam a ter um controle sem precedentes sobre as bases biológicas da agricultura e do sistema&#13;
agroalimentar. A apropriação de direitos corporativos sobre a base genética da agricultura obriga, inclusive as instituições públicas, a negociar licenças com várias empresas detentoras de biotecnologias para que possam pesquisar e liberar&#13;
organismos geneticamente modificados e outros sujeitos a patentes.&#13;
PREFÁCIO&#13;
6&#13;
7&#13;
A agroecologia, como ciência, vem há décadas encampando a luta em defesa da agrobiodiversidade e das sementes crioulas,&#13;
o que contribui de forma significativa para que o campo brasileiro possa gozar de autonomia de escolha de qual variedade&#13;
cultivar, resgate da tradição e fontes de segurança e sustentabilidade alimentar. Por sua vez, os bancos de sementes crioulas&#13;
representam justamente um mecanismo de segurança em relação à aquisição dessas sementes, garantindo estoques e sua&#13;
disponibilidade aos agricultores familiares. O movimento agroecológico pelas sementes crioulas é uma luta para defender,&#13;
resgatar, multiplicar e valorizar as sementes tradicionais. As sementes crioulas fortalecem a autonomia dos agricultores,&#13;
contribuem para a preservação da agrobiodiversidade, promovem a resiliência e sustentabilidade dos sistemas alimentares,&#13;
além de desempenharem um papel crucial na preservação da cultura tradicional no Semiárido brasileiro. As variedades&#13;
crioulas são dinâmicas, encontrando- se em permanente processo evolutivo e de adaptação às condições ambientais e sistemas de cultivo.&#13;
Em respeito aos princípios agroecológicos adotados e a partir da compreensão de que a preservação e o aprimoramento&#13;
dos conhecimentos, dos saberes e das práticas das guardiãs e guardiões da agrobiodiversidade seriam iminentes, o Pró-&#13;
-Semiárido buscou parcerias com a Embrapa Semiárido, bem como o Serviço de Assessoria a Organizações Populares&#13;
Rurais (SASOP) e o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) para constituir um programa de Sementes Crioulas. Dessa forma estaria encarando alguns desafios como a perda de diversidade genética decorrente das monoculturas&#13;
tradicionais e a contaminação das sementes crioulas por genótipos transgênicos e sementes híbridas, assim como a&#13;
garantia e disponibilidade de sementes adaptadas localmente.&#13;
A evolução das espécies na área do Pró-Semiárido foi forjada a partir de uma imensa heterogeneidade ecológica nos 32&#13;
municípios que o integram, onde ocorrem oito Zonas Ecológico-econômicas, 17 Unidades Geoambientais, 16 Fitofisionomias, além de tipos climáticos que variam de Árido a Semiárido, Subúmido a Seco. Levando-se em conta que a&#13;
precipitação média anual oscila entre 400 e 1.000mm e a altitude entre 200 e 1.200m, conclui-se que essa variação influi&#13;
na seleção natural dos genótipos mais adaptados a essas condições, mediante o mecanismo de adaptação de indivíduos a&#13;
esses diferentes ambientes. A metodologia desenvolvida pela Embrapa e implementada pelos parceiros no programa de&#13;
sementes do Pró-Semiárido, procurou valorizar e conservar a biodiversidade, a autonomia, a adaptação e resiliência, no&#13;
sentido de melhorar a relação entre os desenhos de cultivos, o potencial produtivo de cada agroecossistema e as limitantes ambientais como o clima e a paisagem, para assegurar a sustentabilidade.&#13;
As sementes crioulas são consideradas uma das portas de entrada da transição agroecológica, pela sua adaptação a&#13;
sistemas produtivos de baixo uso de insumos externos, básico para a agricultura familiar camponesa. Assim sendo, o&#13;
Pró-Semiárido traz a inspiração para políticas públicas a partir das inúmeras possibilidades do fortalecimento e da&#13;
construção de redes de sementes crioulas fundada nos bancos de sementes crioulas familiares, coletivos e territoriais.
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<dc:date>2024-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://bibliotecasemiaridos.ufv.br/jspui/handle/123456789/3371">
<title>Sementes da resistência: catálogo de sementes crioulas dos territórios de atuação do movimento dos pequenos agricultores em Alagoas</title>
<link>https://bibliotecasemiaridos.ufv.br/jspui/handle/123456789/3371</link>
<description>Sementes da resistência: catálogo de sementes crioulas dos territórios de atuação do movimento dos pequenos agricultores em Alagoas
Curado, Fernando Fleury; Lima, Paola Hernandez Cortez; Santos, Amaury da Silva dos; Ribeiro, Cláudio Almeida; Lima, Joselton Silva de; Amaral, Heloísa Muniz do; Brito, Vera Lúcia Félix de; Silva, José Hélio Pereira da; Oliveira, Salete Barbosa de Oliveira; Vitor, Eunice de Aquino; Silva, Teresa Elícia da; Silva, Edjaria Bezerra da; Nascimento, Paulo Paixão do; Cavalcante, Francisca Dalva; Oliveira, Givanilda Gomes de; Silva, Josué Pereira da; Barros, Maria Aparecida Vieira
Este documento resulta de um esforço coletivo de co-construção envolvendo agricul- tores e agricultoras familiares e equipe técnica da Embrapa Alimentos e Territórios na materialização de informações sobre as variedades tradicionais ou crioulas culti- vadas há diversas gerações em territórios de Alagoas. Reúne conhecimentos sobre as formas de classificação das variedades pelos guardiões/ãs, sobre suas principais ca- racterísticas agronômicas e culturais, evidenciando, igualmente, os aspectos alimen- tares, a tradição e a distribuição destas plantas nos territórios envolvidos no estudo. Aproximadamente 40 famílias camponesas, de 21 comunidades em cinco municípios de Alagoas, estiveram diretamente envolvidas na elaboração deste documento que organizou informações detalhadas sobre 47 variedades crioulas de 11 diferentes es- pécies cultivadas. Este conjunto de variedades recebem denominações específicas pelas famílias e este foi o critério principal utilizado na composição da diversidade aqui apresentada. O estudo, além de representar uma importante ferramenta para o manejo da agro- biodiversidade pelas famílias camponesas, pois contribui na identificação, localização, acesso e multiplicação das sementes nos territórios para os diversos usos, evidencia a importância da diversidade dos cultivos, aspecto primordial na garantia da soberania e segurança alimentar e nutricional dessas famílias. A nossa esperança é que os conhecimentos sistematizados neste trabalho possam esti- mular processos locais de valorização da agrobiodiversidade e da sociobiodiversidade nestes e em outros territórios e inspirar novas intervenções de pesquisa participativa que coloquem na centralidade a conservação do patrimônio genético destes povos.
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<dc:date>2024-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://bibliotecasemiaridos.ufv.br/jspui/handle/123456789/3174">
<title>Physical and physiological attributes of saved cowpea seeds used in the brazilian semi-arid region</title>
<link>https://bibliotecasemiaridos.ufv.br/jspui/handle/123456789/3174</link>
<description>Physical and physiological attributes of saved cowpea seeds used in the brazilian semi-arid region
Silva, Fernando Henrique Alves da; Torres, Salvador Barros; Carvalho, Sara Monaliza Costa; Bai, Manuela; Lopes, Welder de Araújo Rangel
This study evaluated the physical and physiological attributes of saved cowpea seeds (Vigna unguiculata L. Walp.) used in the Brazilian semi-arid area and compared them with certified seed varieties. The study tested 37 saved seed samples from the state of Rio Grande do Norte and two varieties of certified seeds (“BRS Guariba” and “BRS Pujante”) from the production field of Embrapa Products and Market, Petrolina, PE, Brazil. The seeds were tested for moisture, hectoliter weight, weight of 1,000 seeds, and physical purity to evaluate the physical quality. Germination, first germination count, field emergence, emergence rate index, shoot dry mass, and accelerated aging were tested for physiological quality. The saved cowpea seeds showed great differences, suggesting the influence of genetic variability and different growing environments. The use of saved cowpea seeds by small farmers in the semi-arid areas of Northeastern Brazil is impractical, because these seeds have inferior physical and physiological qualities compared to certified cowpea seeds.                                                                                                  Objetivou-se avaliar a qualidade física e fisiológica de sementes salvas de feijão-caupi (Vigna unguiculata L. Walp.) utilizadas no semiárido brasileiro e compará-las com as variedades de sementes certificadas. Foram testadas 37 amostras de sementes salvas oriundas de diferentes municípios do Rio Grande do Norte e duas variedades de sementes certificadas (BRS Guariba e BRS Pujante), provenientes do campo de produção da Embrapa Produtos e Mercado, Petrolina, PE. Para avaliação da qualidade física, as sementes foram submetidas aos testes de grau de umidade, peso hectolítrico, peso de mil sementes e pureza física. Na avaliação da qualidade fisiológica testou-se a germinação, primeira contagem de germinação, emergência em campo, índice de velocidade de emergência, matéria seca de parte aérea e envelhecimento acelerado. As sementes salvas de feijão-caupi apresentaram grandes diferenças, sugerindo tanto a influência da variabilidade genética como dos diferentes ambientes de cultivo. A utilização de sementes salvas de feijão-caupi pelos pequenos produtores das áreas semiáridas do nordeste do Brasil se constitui em prática inviável por se tratar de sementes de qualidades física e fisiológica inferiores às sementes de origem certificadas.
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<dc:date>2019-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://bibliotecasemiaridos.ufv.br/jspui/handle/123456789/3163">
<title>Molecular aspects during seed germination of Erythrina velutina Willd. under different temperatures (Part 1): reserve mobilization</title>
<link>https://bibliotecasemiaridos.ufv.br/jspui/handle/123456789/3163</link>
<description>Molecular aspects during seed germination of Erythrina velutina Willd. under different temperatures (Part 1): reserve mobilization
Felix, Francival Cardoso; Medeiros, Josenilda Aprígio Dantas de; Ferrari, Cibele dos Santos; Pacheco, Mauro Vasconcelos; Torres, Salvador Barros
Erythrina velutina Willd. (Fabaceae) is a tree species that bears social, ecological, and economic importance for northeastern Brazil, a region with frequent temperature variations. The objective of this work was to evaluate the mobilization of reserves during seed germination and seedling establishment of E. velutina at different temperatures, and how these mechanisms are affected in a thermal-stress situation. The seeds germinated at 5, 15, 25, 35, and 45 °C, and the physiological and biochemical aspects of reserve mobilization (starch, lipids, and total proteins) were assessed during seedling establishment. Germination, vigor, and the mobilization of reserves from the cotyledons to the embryonic axis are affected according to the incubation temperature. The temperature of 25 °C favors the mobilization of reserves during seed germination and seedling establishment in E. velutina. In a situation of thermal stress, high temperatures affect the establishment of the seedlings, whereas low temperatures compromise the mobilization of reserves.                                                                                                                     Erythrina velutina Willd. (Fabaceae) é uma espécie arbórea de importância social, ecológica e econômica para o Nordeste do Brasil, região com frequentes variações da temperatura. O objetivo deste trabalho foi avaliar a mobilização de reservas durante a germinação de sementes e estabelecimento de plântulas de E. velutina em diferentes temperaturas, e como esses mecanismos são afetados em situações de estresse térmico. As sementes foram colocadas para germinar a 5, 15, 25, 35 e 45 °C, e os aspectos fisiológicos e bioquímicos de mobilização de reservas (amido, lipídios e proteínas totais) foram avaliados durante o estabelecimento das plântulas. A germinação, o vigor e a mobilização de reservas dos cotilédones para o eixo embrionário são afetados de acordo com a temperatura de incubação das sementes de E. velutina. A temperatura de 25 °C favorece a mobilização de reservas durante a germinação de sementes e estabelecimento de plântulas de E. velutina. Em situações de estresse térmico, altas temperaturas prejudicam o estabelecimento de plântulas, enquanto baixas temperaturas afetam negativamente a mobilização de reservas.
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<dc:date>2020-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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